segunda-feira, 15 de novembro de 2010

A beira dos sonhos

Os sonhos não morrem. As pessoas é que morrem quando deixam de sonhar.


domingo, 7 de novembro de 2010

Aos corações revolucinários

Aqueles de alma eufórica e coração revolucionário querem que a sociedade acate imediatamente as mudanças que ele mesmo demorou de sancionar em si próprio, e não percebem que o mundo demanda paciência no amadurecimento de suas transformações.


domingo, 24 de outubro de 2010

Los Hermanos em Salvador

Foto: Walter de Carvalho/ Jornal A Tarde On line

O Los Hermanos, depois de 3 anos de recesso (acho que foi isso), voltou aos palcos pra fazer o que inicialmente seriam 3 shows e que se estenderam a 5. Eu fui no último desses 5, que aconteceu aqui em Salvador. Achei legal ver os "hermanos" no palco novamente. No repertório, só músicas dos quatro discos deles, nenhuma novidade. Não que eu tivesse grandes expectativas de que fosse diferente, mas alguma coisa nova me deixaria um pouco mais alegre. Podia rolar nem que fosse uma versão de alguma música de outra banda, como eles faziam tocando Belchior antigamente, mas enfim...
Tenho a impressão de que esse não foi o início de um retorno. Não só pela ausência de uma gotinha mínima de novidade musical, mas também porque senti um espírito diferente em cada um dos “hermanos”. Rodrigo Amarante nem se fala, no início da banda era quase um figurante tocando um tamborim e cantando apenas uma música, no segundo disco passou a cantar duas canções dele, e uma em parceria com Camelo, no terceiro cantava quase 40% das músicas, no quarto álbum já cantava praticamente a metade, ou pelo menos tinha a mesma importância na banda que Marcelo Camelo. Agora, depois de ter feito carreira internacional com o Little Joy, parece destoar completamente dos Hermanos e brilha mais do que os outros integrantes no palco. As atenções do show estavam voltadas para ele, Amarante, que de maneira irreverente e cativante fez a graça da noite na Concha Acústica. Eu, inclusive, preferiria ter visto um show do Little Joy se tivesse a oportunidade, mas valeu a pena também!
Mesmo com o brilho todo de Amarante os outros integrantes não deixam de merecer destaque, Camelo continua demonstrando uma personalidade bem característica, tímida e cada vez mais simples - cantou de sandália havaiana e cordão amarrado na cintura – mostrando uma possibilidade de se fazer arte estando bem próximo da realidade, sem a necessidade de adornos e floreios. E por falar em simplicidade, lá estava Bruno Medina, mais tímido ainda, tocando concentradamente seu teclado, e ainda levou o filho pequeno no palco na hora da despedida. Rodrigo Barba parecia empolgadíssimo e batia na bateria com uma pegada bem segura que fez a platéia já ensandecida de saudade pular junto com o rítimo de cada uma das músicas.
Se houver um retorno, que eles renovem o espírito da música deles, como sempre fizeram. O público à espera desse momento já é garantido, como ficou demonstrado nesses últimos shows.

Quem sabe se não rola ainda mais uma canção?
Pois é...mas se foi pouco que sobrou, deixa estar, fã sentimental, todo carnaval tem seu fim...
...e assim será.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Provocações do lar

Ou eu lavo os pratos ou eu vivo.


sábado, 18 de setembro de 2010

Menino de lá

Gosto do cheiro do beijú de côco de lá
o fogo aceso e o povo em volta conversando
de manhãzinha o leite quente tá na mesa
a terra tá molhada,
a neblina na estrada esconde o sol
que, assim cedinho, faz bem

Sinto saudade daquela infância de lá
o pé de jambo, as laranjeiras, as mandiocas
de dia era "golzinho", de noite "pique-bandeira"
pra ir na fonte tinha que descer e subir o baixão
mas a aventura é o que contava de verdade
a gente acordava cedo pra ir de bicicleta até Oliveira
naquela época a gente não tinha besteira

Às vezes eu esqueço um pouco de lá
fico sufocado, urbanizado, egoísta
falta chão pra pisar descalço
e a distância vai agindo como um bicho-de-goiaba

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

(in)consequências

Faz tempo que o homem se diz separado da natureza...
...mas esqueceu de pedir o divórcio.
Agora tá aí, enfrentando processo.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Sobre o suicídio

Acho que o suicídio deveria ser considerado aceitável caso a pessoa tomasse a decisão de cometê-lo em um momento de sobriedade e controle emocional, sem que com isso, atentasse contra outra pessoa. A nossa vida deve pertencer a nós mesmos, e com ela, o direito de respeitosamente deixarmos de vivê-la.
...mas dificilmente alguém vai estar lá, tomado pela razão, pensando sobre a vida e, meio que por dedução lógica, pensar: "é, acho que devo morrer agora!".
Geralmente a pessoa que se mata, o faz em um momento de descontrole, ou seja, quando está, como chamamos, "fora de si". Seria então, nesse caso, um assassinato?
Analisemos: o cara vai lá e mata a si mesmo, mas não é ele que está de fato se matando, já que ele não está presente, encontra-se "fora de si". Sacou?

*Entendo que o problema é muito mais amplo, e começo a me arrepender dessa postagem sem nenhum embasamento teórico, mas como o espaço aqui é informal mesmo, vamos lá, né?!...de repente serve de provocação pra ler textos de Durkheim, Camus e esses caras todos aí que eu nunca li, mas aos quais sempre me senti interessado em ler.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Computador...

...é máquina de quem sabe o que quer.



quinta-feira, 1 de julho de 2010

Participação em Mostra de Fotografia


Gente, eu estou participando de uma Mostra de Fotografia lá na Escola de Belas Artes, UFBA, com essa foto tirada na Feira de São Joaquim. Quem quiser conferir, a exposição está acontecendo no primeiro andar do prédio principal da Escola, até o dia 09/07/2010.
E terça, dia 6, pela manhã, vai acontecer um encontro de todos os participantes no local.
Quem quiser, pode aparecer que é digrátis.
Tem umas fotos bem interessantes lá. Vale o passe!
; )

Aproveito pra mostrar meu Flickr, que ainda está em fase de construção, maaas...acho que também vale o passe!...

http://www.flickr.com/photos/gustavopontas

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Permanência


No final a única coisa que fica é o futuro.






Movimento

Eu vivo, vivo, vivo.
E tenho pressa.
E ando devagar.
Faço planos pra tudo.
Me apaixono.
E grito pra dentro.
Falo alto no meu íntimo,
e faço o maior esforço pra me ouvir.

Quero ser livre.
Quero ser outro, não os outros.
Quero fugir pra casa.
Não ter casa.
Quero muito.
Quero o mundo.
Quero o meu. Sem nada possuir.

Eu não sou. Eu serei.
Pra sempre serei.

sábado, 22 de maio de 2010

Nervos

Pulsando,
transitando em meu corpo,
fazendo perder o gosto.
Stop! Stop! Stop!
Dessa vez não parou.
Invadiu o sinal.
Apresentou os sinais.
Luzes pra todos os lados,
que se moviam também.
Não dá pra saber a direção.
Mergulho.
O afogamento é só mais um risco,
mas tenho que correr.
Tenho que correr.
Tenho que correr.

domingo, 18 de abril de 2010

sábado, 3 de abril de 2010

Ploc TV (ou TV Retronline)

Deviam criar um canal de tv online onde se pusessem a - supostamente - reconstituir a programação da tv de algum período passado (anos 70, 80), nem que o conteúdo durasse umas 24h apenas e se repetisse constantemente. É tanto vídeo na net com programas, propagandas, desenhos, filmes, entrevistas, videoclipes, etc, que suponho não haver muita dificuldade na execução dessa idéia. Se é que não já fizeram isso. Acho que não, né?

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

De-se-nho

Vou fazer um desenho, mas não será como outro qualquer. Vou desenhar com palavras. Quero exibir diversas perspectivas, traçar caminhos nunca antes imaginados. Imaginar. Dizem por aí: “Uma imagem vale mais do que mil palavras!”, mas até hoje eu só vi isso escrito ou falado. AH....e as cores!...cores, cores, cores!!!...pintarei também. Alguém me passa a palavra “vermelho”, por favor? Vou derramá-la sobre o papel sem um pingo de adjetivo. Ficou lindo, né? Uma camada de ironia sempre realça o brilho poético. Se alguém não estiver enxergando, fala que eu aumento a nitidez. O quê?! Não ficou legal? Critiquem. Desenhem também. Vamos juntos sair por aí pintando a cidade inteira, o planeta, o sistema solar. Vamos falar sobre as estrelas do céu e os olhos da pessoa amada. Vamos teorizar a natureza, contar piada, ou até fofoca (que não deixa de ser uma palavra bonitinha). A foca boboca fez uma fofoca. E...lembram da alfabetização? Vamos separar as sílabas. Que tal saborearmos cada pedacinho escrito, cada risco? E o risco de interpretarem de outro jeito? Que nada! Vamos escrever errrado. Quem ousar corrigir terá que pintar seu próprio quadro. O cotidiano se converterá em um infinito papel em branco onde cada um desenhará as formas que pintarem na mente. Quem não souber muito, faz o bonequinho de cabeça redonda e corpo de palito pelo menos. Eu estou aprendendo aos poucos. Espero que vocês tenham gostado desses rabiscos aqui.