sábado, 29 de novembro de 2008

Fotos na Rua


Vi essas fotos de Renan Oliveira (Schop), brother da faculdade, e gostei tanto que pedi a ele pra posta-las aqui no blog (Valeu, Renan!). Quando vejo essa primeira imagem tenho uma sensação impressionante de contradição...vejo a pista, e a lembrança de transito, barulho, velocidade, essas coisas, me vem logo à cabeça, mas o Renan está lá, sentado, tranquilamente, em posição de meditação. Na segunda foto, que é igualmente interessante, aparecem ele e a amiga dele, Tânia, mas fiquemos com o comentário do próprio Renan a respeito das imagens:
"O perído acadêmico é tempo de experimentar todas as dimensões possíveis.
A monotonia, quando em conchavo com o tédio, nos colocam numa ebridade não agradável e a mesmice, cá entre nós, enche o saco.
Era um dia qualquer de aula, na Av.Pararela, quando eu e Tânia resolvemos experimentar a sensação de estarmos no lugar onde não deveríamos ( ou poderíamos): no asfalto quente( quase em brasa) de uma das avenidas mais movimentadas de Salvador.
Meditei e até cochilei naquele lugar.Consegui entrar em sintonia com os deuses (gregos? Talvez!). O fato é que enquanto quem passava pela outra pista e/ou quem estava no ponto, em frente, nos chamavámos de loucos, nós ríamos como pássaros felizes a cantar e experimentávamos a sensação da liberdade em conchavo com a felicidade."
Ah, tá aí também o blog do Renan, pra quem quiser dar uma olhada: http://renanentrelinhas.blogspot.com/




Raquel Maciel caricaturada por mim.

Raquel é uma grande amiga minha de lá da Faculdade de Filosofia e tem diversos talentos que não caberiam em uma descrição aqui nessa postagem, mas pra quiser conferir um pouco das habilidades dessa moça, ela também tem um blog, e este vale mesmo a pena ser visitado. O endereço é http://quelanjos.blogspot.com/ .
Curioso é que eu não costumo fazer caricaturas, mas essa saiu, assim, de repente, enquanto eu ouvia o som de Yann Tiersen.

Notícia no maior estilo Leão Lobo:

Mallu Magalhães, a garota que com 15 anos fez bastante sucesso na internet ao disponibilizar suas músicas no Myspace, está de namoro declarado com Marcelo Camelo (ex-vocalista do Los Hermanos). Mallu fez participação no recém-lançado cd solo de Camelo com a música "Janta", que curiosamente começa com as palavras “Eu quis te conhecer, mas tenho que aceitar, caberá ao nosso amor o eterno não dá” cantadas por Camelo, mas no caso do casal popular brasileiro não coube o eterno não dá, e aconteceu o romance...a grande polêmica que está rolando diz respeito à diferença de idades entre eles, já que Camelo tem hoje 30 anos e Mallu tem 16. Quando questionada sobre tal polêmica a cantora retrucou “Não vejo problema nehum com essa história de idade. Isso existe?”.
Ahhh, e falando nisso, hoje tem show dela, Mallu Magalhães, aqui em Salvador. Quem vai? Eu vou!...só espero que ela não venha de camelo pra não se atrasar.

domingo, 9 de novembro de 2008

Namorando a madrugada


Eu amo a madrugada, essa escura e silenciosa criatura da noite. Nela eu sonho, mesmo quando estou acordado. Lembro, penso, faço planos. O corpo está cansado, mas o desejo é inquietante. Oh, a madrugada perfeita dos amantes! Dela sou amante, e nela sou amante. Eis uma sedutora solidão, pois no escuro, mesmo acompanhados parecemos sós. Nossos sentidos nos enganam, e os heróis dormem em outros cantos, outros quartos, outros cais, e nem parece mais aquele mundo de algumas horas atrás. Aliás, nesse momento até as horas passam de maneira diferente, passam envolvidas no clima da madruga, acolhedor e displicente. O coração bate mais forte e, agora, ele que geralmente é sufocado pela rotina do dia-a-dia, pode ser escutado afirmando sua existência, que também é a nossa. Um jazz, um pedaço de papel e diversas possibilidades, mas o corpo e a cama (outros grandes sedutores) também reclamam sua parcela de aproveitamento das delícias madrugais, e então, é inevitável fechar os olhos e se deixar levar, mas pra mim a madrugada não se acaba aqui, ou melhor, não se acaba nunca, ela é contínua, infinita...se disfarça, se esconde, se transforma, dá um tempo, mas sempre quer voltar pra oferecer o seu sabor, doce, misterioso, sonolento e aconchegante.